Pastoral

Eu preciso de você; você precisa de mim e nós precisamos de Cristo até o fim, sem cessar…

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No passado, nossa juventude cantava: “Eu preciso de você; você precisa de mim e nós precisamos de Cristo até o fim, sem cessar…”. Música simples, verdade tremenda! Saber que precisamos um do outro, viver em sociedade pra sobreviver condignamente, talvez seja uma das boas coisas da vida.

Passo a contar-lhes uma estória que é do conhecimento de alguns: Era uma vez uma carpintaria na qual estava acontecendo uma interessante reunião das ferramentas, para resolver umas dificuldades relacionais entre elas.

O martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria de renunciar, porque ele fazia demasiado barulho e, além do mais, passava todo o tempo golpeando.

O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso da carpintaria o parafuso, pois gastava muito tempo dando muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas, por sua vez, pediu a expulsão também da lixa, por ser áspera no tratamento com os demais.

A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse a trena, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora a única perfeita.

Nesse momento, entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, a trena e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel.

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou a discussão. Foi então que o serrote tomou a palavra e disse: ‘Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremo-nos em nossos pontos fortes.

Então, a assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar asperezas e a trena era precisa e exata. Sentiram-se, assim, como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade.

Muita alegria passaram a experimentar, pela oportunidade de trabalhar juntos na diversidade.

Para tanto, longe de nós, cada vez mais, o narcisismo, o orgulho e todo cheiro de personalismo. Eu preciso de você, você de mim e nós, de Cristo.

Se não houver o outro, não haverá o que justifique a existência de quaisquer valores morais e éticos.

Se algo somos é porque outros existem e nos conferem as condições para seguirmos adiante. Nós precisamos uns dos outros.

Não fomos criados por Deus para a solidão, pseudo-autossuficiência e o isolamento. Precisamos dar e receber amor, carinho, cuidados, apoio.

Só o cordão de três dobras não se parte. Não desista da coletividade. Eu preciso de você, você precisa de mim e nós precisamos de Cristo.

Seja isso sem cessar, até o fim. Assim, seremos pessoas mais felizes e com uma qualidade de vida ainda melhor.

 

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